terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Término de um grande ciclo...

                                  
E mais um ano se foi... mas dessa vez, por ter sido o tão esperado final de 2012... parece que o tempo que se foi representa muito mais de que só um ano... e, realmente, este final de ano, além de ser só o final de mais um ano, configura-se como o término de um grande ciclo... e parece que estamos deixando para trás uma eternidade... e com ela todas as coisas que foram verdade e as que se revelaram como ilusão.

Sinto-me como tendo sida passada a limpo... e este ano foi mesmo super acelerado em termos de liberação de coisas, coisas que nem de longe ousaria questionar foram caindo por terra, uma após outra... e, quando pensava que já tinham acabado as mudanças, mais e mais coisas eram reveladas de uma forma tão clara e, agora, tão óbvia, que você não tinha outra alternativa a não ser fazer algo a respeito daquilo, uma vez que as crenças que você percebia que haviam te norteado, até então, revelavam-se com nitidez a olho nu, pela primeira vez... e só assim você tem como tomar uma decisão com consciência... Seria como se você pela primeira vez enxergasse a gaiola onde esteve prisioneiro por muito tempo e... o que agora se torna óbvio como uma prisão, antes não conseguíamos enxergar... 

Enxergamos a gaiola e percebemos que a porta está aberta... é só bater as asas e voar...
Aquela gaiola que nos manteve prisioneiros por muito tempo... muito tempo, agora está visível e com a porta aberta, mas cabe a cada um decidir sair por essa porta e voar... ficar na mesma gaiola, ou até mesmo entrar em outra...

Sei que, no primeiro momento, a possibilidade de se libertar de uma prisão, que você nem percebia existir, dá um certo medo, pois afinal nos acostumamos tanto com o sofrimento que essa prisão nos impunha ao nos manter sob controle, que ele se tornou o único terreno conhecido e agora... diante da possibilidade da liberdade, você por um instante fica sem saber se sai ou se permanece, mesmo que a porta esteja aberta...


O velho e conhecido, por pior que seja, dá uma falsa ilusão de segurança, segurança que cobra um preço que, agora, muitos não estão mais dispostos a pagar...

E neste ponto em que estamos, com o novo escancarado à nossa frente, só nos resta ter coragem de deixar para trás o papel de seguidores e de assumir a responsabilidade de seguir somente o que o nosso coração nos diz, de fazer uma conexão direta com a Divindade e de escutar esta Voz que sempre esteve presente, mas que preferíamos não escutar, ao escolher escutar as vozes que vinham de fora e que nos ditavam regras, crenças e mais um monte de histórias, que nos afastaram cada vez mais de quem realmente somos.

Seguir o outro, a sociedade, as religiões, as pessoas, sem nem questionar o que estamos seguindo, sem passar pelo filtro do nosso coração, pode ser mais fácil e, com o passar dos tempos, foi ficando tão natural que até pensamos que o certo era isso mesmo... nos acostumamos tanto a esta posição onde quem dita as regras são os outros, e você só tem que segui-las... que, mesmo que isso tenha levado a humanidade até onde a levou, muito poucos ainda se arriscam a sair da prisão.
Só que os que ditaram as regras não nos avisaram que para segui-las teríamos que abrir mão do nosso bem mais precioso... a liberdade para ser quem você é...

Ficamos facilmente iludidos por coisas que nos contam e regras que nos ditam, que se dizem serem sagradas e acima de qualquer suspeita... que o simples que era Ser ficou complicado... tão complicado que um dia a gente não aguenta mais e quer respirar liberdade.

E o tempo é esse! Ninguém, além de você mesmo, sabe o que é melhor para você... existe um caminho... um longo caminho que você percorreu até esse tempo, uma história que você viveu até aqui, nessa e em outras vidas, que é única... existe uma coisa que só você sabe fazer... uma forma de Ser que é só sua... existe um lugar que só você pode preencher e cuja única exigência é que você seja simplesmente quem você é, que tenha a coragem e a liberdade de seguir seu coração, sem regras que não sejam as que ele dita... e se for seguir alguma regra, que passe primeiro pelo filtro do coração. Não vamos cair de novo nas mesmas histórias com novas roupagens...

Acessamos nossa verdade quando nos expressamos de forma única e genuína, com leveza e simplicidade, porque sabemos que no encontro das singularidade nos reconhecemos como Um.



 Rubia A. Dantés 


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