segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Não renuncie ao dinheiro, renuncie à propensão ao dinheiro.



Não renuncie ao dinheiro, renuncie à propensão ao dinheiro
Muitos sábios orientais do passado foram contra o dinheiro. Você, ao contrário, não é. Poderia, por favor, comentar?

Eu não sou contra o dinheiro, sou contra a propensão ao dinheiro. Não sou contra as posses, sou contra a possessividade. E essas são dimensões totalmente diferentes, diametralmente opostas.

Ser contra o dinheiro é estúpido. O dinheiro é um meio muito belo, um meio de intercâmbio. Sem ele não pode haver uma cultura evoluída, sociedade ou civilização. 

Apenas imagine que o dinheiro desapareceu do mundo. Então tudo o que é confortável, tudo aquilo que lhe dá conforto desaparecerá com ele. As pessoas serão reduzidas a uma profunda pobreza.

O dinheiro tem prestado uma tremenda ajuda; e é preciso apreciá-lo. Assim, não sou contra o dinheiro, mas certamente sou contra a propensão ao dinheiro, e as pessoas não fazem essa distinção. Todo o passado humano viveu em confusão.

Renuncie à propensão ao dinheiro, mas não há necessidade de renunciar ao dinheiro em si. O dinheiro tem de ser criado, a prosperidade tem de ser criada. Sem a prosperidade, toda a ciência desaparecerá, toda a tecnologia desaparecerá, todas as grandes conquistas do homem desaparecerão. O homem não será capaz de atingir a lua, o homem não será capaz de voar.

Sem o dinheiro, a vida se estagnará, exatamente como sem a linguagem toda arte, toda literatura, toda poesia, toda música desaparecerão. Exatamente como a linguagem o ajuda a trocar pensamentos, a se comunicar, o dinheiro o ajuda a trocar coisas; também é uma forma de comunicação.

Mas as pessoas com uma mente propensa ao dinheiro se apegam a ele; destroem toda a sua finalidade. Sua finalidade é passar de uma mão a outra. É por isso que é chamado de moeda corrente: tem de permanecer como uma corrente, movendo-se. Quanto mais se move, melhor; mais rica se torna a sociedade.

Se eu tiver apenas uma rupia e ela correr e passar por cinco mil sannyasins, então uma rupia se tornará cinco mil rupias. Quanto mais se move, mais dinheiro é criado. Funciona como se existissem cinco mil rupias - apenas uma rupia!

Mas a pessoa propensa ao dinheiro agarra-se a ele; interrompe a corrente. Ela o segura, apega-se a ele, não o usa.

Osho


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