terça-feira, 16 de julho de 2013

Não sou contra o papa, sou a favor da verdade.

 
Toda a religião está baseada numa piada suja.

O papa Paulo VI, que era homossexual, foi seguido pelo papa João Paulo I. Ele era um homem inteligente, liberal, e ordenou uma investigação dos cardeais e bispos que pertenciam às lojas maçônicas, as quais haviam sido prescritas pela igreja católica.

Essas lojas maçônicas têm como membros somente as pessoas mais ricas do mundo. Elas são sociedades secretas com rituais secretos. Foram prescritas pelo cristianismo. Nenhum padre cristão, bispo ou cardeal, ou qualquer um exercendo qualquer cargo, pode ser membro de uma loja maçônica, porque seus rituais secretos consistem em orgias sexuais e todo tipo de coisas sujas.

João Paulo I ordenou uma investigação dos cardeais e bispos que pertenciam à maçonaria. Ele descobriu que muitos funcionários da cúpula do Vaticano eram maçons, e assim ordenou que fossem removidos de seus postos.

Você percebe a hipocrisia? São essas mesmas pessoas que criaram a lei segundo a qual nenhum padre cristão poderia se tornar membro das lojas maçônicas, mas no próprio Vaticano são encontrados cardeais, bispos e arcebispos que pertencem à maçonaria.

João Paulo I ordenou que fossem destituídos de suas funções, e toda a hierarquia e burocracia católica se volta contra esse homem inteligente. Talvez em toda a história do cristianismo ele tenha sido o único papa que teve alguma inteligência, alguma humanidade, alguma compreensão.

Simultaneamente ordenou uma investigação dentro do Banco do Vaticano, que teria mostrado que a cada ano o banco operava com centenas de milhões de dólares de dinheiro da máfia, proveniente do tráfico de heroína.

Essas são suas instituições religiosas. O próprio Banco do Vaticano, que está sob o comando do papa, nada mais é que a maior organização da máfia. Centenas de milhões de dólares provenientes de heroína, e eles continuam falando e pregando contra as drogas, enquanto por debaixo do pano eles próprios estão traficando drogas.

Ele também convocou uma reunião para anunciar que a igreja apoiava o controle da natalidade. Ele era realmente um homem de compreensão, queria chamar a pílula de “a pílula católica”. Mas antes que qualquer uma dessas ordens pudesse ser executada, foi encontrado morto em circunstâncias suspeitas.

Ele foi assassinado. Funcionários do Vaticano disseram que fora um ataque cardíaco, mas isso é absolutamente falso, pois seu próprio médico pessoal declarou que ele tinha um coração perfeito; ele jamais teve problemas cardíacos.

E o ponto principal é que seu médico pessoal não foi chamado. Em vez disso, funcionários do Vaticano ordenaram que o embalsamassem imediatamente, e impediram que seu médico pessoal examinasse o corpo. Também recusaram a autópsia, e nenhum atestado de óbito foi emitido. Até hoje, oficialmente ele está vivo, porque nenhum atestado de óbito foi emitido.

Depois que o embalsamaram, fizeram a autópsia. Mas após embalsamar um cadáver, retirar todo sangue do corpo e embebê-lo em produtos químicos, torna-se impossível descobrir se ele foi envenenado ou o que ocorreu.

Mas toda a situação é muito clara: pessoas que estão a par de certas informações dizem que os papéis que ele segurava em sua mão, quando foi encontrado morto, eram os papéis em que escrevera seu testamento.

No meio da noite, percebendo que fora envenenado, sentindo que ia morrer, pode ter tentado escrever seu testamento, ou pode ter tentado escrever o que lhe acontecera, o que lhe fora feito. Mas todos esses papéis desapareceram misteriosamente, junto com seu vidro de remédio e o testamento.

Foi conjeturado que fora misturado veneno em seu vidro de remédio, e que ele bebeu o veneno pensando que fosse o remédio. Quando o veneno começou a fazer efeito, ele deve ter tentado escrever seu testamento, e parece que tentou escrever que fora envenenado e que estava morrendo. As pessoas que primeiro o encontraram viram que estava apertando o testamento em suas mãos.

E o mais impressionante é que, mesmo antes que seu corpo fosse encontrado, foram dadas ordens para embalsamá-lo, porque as pessoas envolvidas na conspiração estavam conscientes de que pela manhã os profissionais que faziam embalsamamento seriam necessários, e assim todos os preparativos foram feitos antecipada mente.

Essa não foi uma morte acidental.

Ele foi sucedido pelo papa João Paulo II, o polaco que proibiu todos os métodos de controle da natalidade, exceto o método de observar o ciclo menstrual, embora o Vaticano realmente possuísse uma companhia que fazia pílulas anticoncepcionais.

Ele também revogou a lei da igreja que proibia a participação na maçonaria, e promoveu Marcinkus, o chefe do Banco do Vaticano, a arcebispo, tomando-o parte de seu grupo pessoal. E esse era o homem que operava, através do banco, todo o dinheiro da máfia vindo da heroína.

Em 1982 o arcebispo Marcinkus estava envolvido em um imenso escândalo financeiro, após a quebra de um banco italiano. Um de seus colegas de negócios foi encontrado enforcado sob uma ponte em Londres. E um outro colega, que estava na prisão, acusado do assassinato de um comissário de polícia, morreu ao beber café com cianureto.

E eram essas as pessoas que poderia m ter sido testemunhas contra o arcebispo Marcinkus. Essas duas pessoas conheciam todos os segredos e ambas foram assassinadas.

Foi emitida uma ordem de prisão contra o arcebispo, mas o Vaticano, com apenas oito milhas quadradas, é um governo separado, e o governo italiano não tem poder para interferir no Vaticano. E o papa estava escondendo o homem dentro do Vaticano; e o mandado de prisão estava esperando do lado de fora. Esses são seus líderes religiosos!

O papa polaco também repreendeu duramente os padres de todo o mundo pelo seu envolvimento com política, mas ele próprio ordenou que cem milhões de dólares do dinheiro do Vaticano fossem enviados ao Partido Solidariedade, na Polônia, que estava em luta contra o governo comunista.

Sou contra a religião organizada, porque no momento em que algo se torna organizado, passa a ter seus próprios interesses. A religião é esquecida e outras coisas se tornam mais importantes.

A verdade e a busca pela verdade exigem seu total envolvimento; nada mais deveria estar no caminho.

A religião organizada se torna uma prisão. Ela lhe dá doutrinas prontas. Sua única função é acreditar nelas, sejam elas razoáveis, lógicas ou não. Você não deve experimentar por si mesmo, porque, quem sabe? —você poderá encontrar algo que vai contra a doutrina oficial.

Mas a doutrina oficial não pode se tornar sua iluminação. A doutrina oficial pode torná-lo instruído, erudito, mas não pode torná-lo sábio, não pode torná-lo intuitivo, não pode torná-lo consciente de Deus.

Estou criticando o papa porque ele não é apenas o chefe de uma religião organizada, mas também o chefe de um governo. Não é um grande governo, apenas oito milhas quadradas. Ainda assim ele é aceito como o chefe de um país. Tem seus representantes nas Nações Unidas, tem seus embaixadores em diferentes países.

A religião é algo tão elevado, e a política é algo tão baixo, que uma coisa precisa ser lembrada: sempre que há uma mistura de algo inferior com algo superior, é sempre o mais elevado que se torna poluído, não o mais baixo. É sempre o mais elevado que perde sua qualidade de ser superior. O mais baixo nada tema perder, pois já caiu até seu último limite.

Religião e política deveriam estar separadas. E no momento em que a religião se torna organizada, ela se torna política. Portanto, a religião não deveria ser organizada de forma alguma; deveria ser a busca privada, pessoal, íntima de cada um.

Pelo menos alguma área da vida deveria ser deixada para o indivíduo, onde fosse totalmente livre, sem qualquer outro decidindo por ele, onde pudesse abrir suas asas como uma águia e voar ao sol — sem correntes, sem obstáculos.

Osho, em "Sacerdotes e Políticos: A Máfia da Alma"




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