quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quando a gente cansa de ser "bom"

Por : Flavio Siquera

O BONZINHO faz as coisas por culpa, passando a mão na cabeça das pessoas, buscando ser aceito, por pena ou por comodidade e muita vezes, em nome do bem, acaba fazendo o mal.
BOM é aquele que faz as coisas a partir do amor. Ás vezes o amor diz NÃO, diz BASTA, e isso pode gerar dificuldades. Pode gerar interpretações de que aquela bondade é um mau.
E , isso que as pessoas julgam como “mal”, lá na frente pode se apresentar como bem e da mesma forma, o que podemos julgar como um “BEM”, agradável, que faz cócegas na alma, pode terminar como maldade no nosso crescimento ou no crescimento e na maturidade de outras pessoas. Lembre-se: tudo o que produz consciência faz bem, tudo o que produz alienação de si mesmo faz mal.
Ser BOM é agir com consciência, sabendo o valor de cada coisa, elencando prioridades, responsabilidades e, acima de tudo, revisando motivações, enquanto que o BONZINHO, tudo o que quer é agradar, fazendo e falando SÓ o que o outro quer ouvir.
Vivemos na cultura do bonzinho, do politicamente correto, das frases agradáveis, açucaradas, vazias de significado. Mas o pensamento crítico, por mais doloroso que seja, é bondade que nos salva desse sistema.
Então chega um dia em que o indivíduo cansa de ser BOM e se questiona até que ponto valeu a pena. Ele esperava ser reconhecido por sua bondade, por seus atos, esperava reconhecimento no trabalho, na família, entre os amigos. E esse reconhecimento não veio. Não veio uma palavra, um aplauso, uma medalha, uma homenagem, uma promoção, nada, não veio absolutamente nada.
Valeu a pena ser o que foi, se preservar da corrupção, cuidar da sua mente, ajudar e nem sempre falar para as pessoas o que gostariam de ouvir?
Chega um momento da vida em que olhamos para trás e nos perguntamos: “o que eu ganho com isso”? Por ser BONZINHO, a minha conta no banco vive no vermelho, não tenho coisas que gostaria, não cheguei aonde queria chegar, nunca tive reconhecimento por aquilo que eu falo ou sou.
Enquanto que outras pessoas MEDIANAS, que andam junto com a manada, que resignadamente fazem parte da engrenagem da sociedade, sem ética, sem cuidado, sem ambições maiores que o estômago e, no entanto, são reconhecidas, valorizadas e tem mais importância. São aceitas, são queridas, são lembradas.
Se chegar nesse estágio, pense:
Que tipo de recompensa você espera em ser quem é? Se você quer aplausos e recompensas, seja igual aos outros. É dali que virão os aplausos.
Mas, agir por consciência, ser BOM, ser JUSTO, tem como recompensa a única e melhor experiência que alguém pode ter, que é a integridade que você mantém e constrói seu ser, apesar dos pesares.
O que você espera do mundo? Que futuro você quer para você? Devemos ter consciência que BONDADE se mede para dentro e recompensas devem ser vividas e sentidas interiormente, naturalmente.
Pense nisso, para que não chegue o tempo onde BOM se transforme em um peso e a falta de reconhecimento lhe traga amargura.




Fonte: Blog Flavio Siqueira.

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