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terça-feira, 7 de março de 2017

Para você que se sente "inútil" na vida.



Geralmente medimos a importância do que fazemos com base no reconhecimento financeiro que proporciona. Mas será que é só isso? Pensar assim não pode reduzir nossas perspectivas de ver? De ser? 








terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

“O grande ditador”


O discurso proferido por Charles Chaplin em “O grande ditador” fala sobre o mundo entre o fim da década de 30 e o início de 40. Muitas coisas aconteceram de lá para cá, mas o discurso continua extremamente atual, assim como nossas cobiças, assim como nossa esperança. Nesse vídeo versão de Flavio Siqueira para o texto do Chaplin.





sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Liberte sua mente do limite do tempo.....



Medos e agustia não deveria te  paralisar pois são criados por você...olhe... veja cada construção...o sentido de cada construção mora dentro de você...






terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Não permita que experiencias contrarias apague sua Luz.


Depois que seu fantasma aparece você percebe que todo aquele tamanho, aquele rugido ameaçador, só se projetava na sombra, afinal, ele não era tão grande assim, foi você quem o alimentou, que projetou nele seus medos e fez com que crescesse até que despertou, projetou luz e o enxergou. Essa é uma descoberta maravilhosa ! É perceber que as algemas que te prendiam, as ameaças, as culpas, as dores, vinham todas de você e se projetavam em relacionamentos adoecidos, em codependencia, em insegurança. Quando luz se projeta sobre sua autopercepção, finalmente descobre suas potencialidades, seu caminho é naturalmente redirecionado conforme o que agora vê.
Lembre-se: todo nosso mundo exterior, todas as relações, todos os ambientes que nos encarceramos, são reflexos dos carceres da alma, da maneira como estamos por dentro. Ninguém pode de fato lhe aprisionar a mente se não houver concessão de sua parte. Libertando-nos, seremos livres em tudo.



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Tudo na vida é linguagem.


Por: Flavio Siqueira
O homem carrancudo, inquieto, expressa no corpo a linguagem da alma. A senhora amorosa caminhando com dificuldade, cuidando do neto distraído com as pombinhas na rua, aqueles corpos, aqueles dois, são códigos de comunicação, são mensagens, mas não sabem que são.

A vida tem muitos jeitos de se comunicar. A mata fechada, misteriosa, isolada, fala com a eloquência de cada movimento aparentemente sem nenhum significado. Quando o sol aparece há música, os pássaros ouvem e se alegram. À noite, com a chegada da lua, a Terra inteira fica exposta a uma sinfonia de sons, cantos de bichos noturnos, timbres sutis e constantes invadem o ar e são acolhidos pelo vento que os espalha por todos os cantos.
Quem pode ouvir as lições que o dia ensina à noite? Expressões silenciosas de sabedoria que passeiam pelo ar e pousam no mar, mergulham, visitam os peixes, alimentam os bichos marinhos e sobem, voam baixo sobre águas salgadas e geladas, penetram ondas e se elevam até que as nuvens sejam preenchidas e se dissolvam como chuva que cuida da terra, que alimenta humanos.
Humanos e suas poesias, suas músicas, suas palavras que decodificam parte do que está em todos os lugares. Humanos expostos à comunicação infinita de vida que preenche corpos de carne e sangue e faz com que amem, se expressa em animais, gera perfume de plantas, abastece oceanos, mundos profundos. Tudo na vida é linguagem, mas nenhuma linguagem contém o que é.
Expressões de mistério que chamamos de Deus, de vida, de amor, que tentamos enquadrar em códigos para depois dissecá-los, dominá-los e dizer “agora eu sei”.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Perdoe para seguir a diante...

Perdão não é um aval para que o outro me fira, nem sinônimo de bondade, de “dar a outra face”. Perdão tem a ver com livrar-se do sentimento corrosivo de que foi injustiçado, de que alguém te fez mal.

Pode ser que realmente tenha feito, mas considere que tudo o que pensa está relacionado a perspectiva de onde você está hoje e não necessariamente reflete as complexidades da vida e das relações.
Lembre-se, todo santo é ou já foi diabo para alguém, inclusive você. Perdoar não significa ser amigo, conviver, dar beijinho no rosto, mas seguir adiante em liberdade, sem cultivar em sua consciência a sensação de que tem o “direito” de condenar quem quer que seja. Você não tem. Você quase não enxerga além das próprias causas, como pensa que sabe as intenções do outro?
E depois que perdoar, como lidar com a pessoa? O que fazer? É você quem decidirá, pode ser que retomem, pode ser que não se falem novamente, creio que isso não seja tão importante. O que vale é que, decida por qual caminho decidir, o fará em liberdade, com a leveza de quem simplesmente largou a âncora do rancor e resolveu seguir adiante. Trata-se de uma escolha. Uma escolha sua.



segunda-feira, 21 de março de 2016

Cada humano é um mundo...



As pessoas convivem com suas escolhas e sofrem interferências de escolhas alheias, mas considero equivocado tentar anexar juízo ao tentar interpretar uma história que não cabe na sua. Quantas vezes, na tentativa de explicar determinada “fatalidade”, desconsideramos que jamais entenderemos a razão de possíveis contradições simplesmente porque elas não se aplicam em nossa realidade.

Cada humano é um mundo e só ele poderá dar significado ao que lhe acontece, seja a criança que nasceu doente ou a sã. Seja o pobre ou o rico. Seja o que sofre ou o que gargalha.

Aquele que aparentemente convive com ótimas oportunidades ou a pessoa que nunca entrou em uma escola. O que tem “sorte” ou o que vive cheio de “azar”. Olhar para eles e tentar interpretar cada contradição a partir de você é completamente diferente de saber que cada contradição só passa a fazer sentido a partir do olhar de seus protagonistas. São os donos das histórias com significados absolutamente pessoais.

Esses, mesmo que não vejam, estão diante da contradição que carrega em si inúmeras possibilidades únicas e específicas. Chances de enxergar-se, de encontrar sentido na própria dor.



sábado, 20 de fevereiro de 2016

A paisagem lá fora é linda.....

Vivemos em um quarto escuro cheio de janelas fechadas. Como os habitantes da caverna de Platão, nosso mundo se limita aos ecos e as sombras projetadas nas paredes manchadas. De vez em quando uma fresta, em uma janela qualquer, se abre. Entra um pouco de luz, entra um pouco de calor e isso mexe com toda perspectiva que mantínhamos em relação àquele lugar. Nos alegramos ao ponto de venerarmos a janela. Agora somos discípulos das frestas, anunciaremos à todos a maravilha que ela nos fez, a luz que trouxe e, enquanto fizermos assim, nos esqueceremos da paisagem.

Há paisagem lá fora! Ela é linda! Mas nossa permanência nas frestas nos inibirá de abrir as janelas. Já não conta mais a paisagem, importa a fresta que nos "salvou". 
Nosso quarto pode ter deixado de ser tão escuro, mas ainda há muitas janelas fechadas. As frestas melhoram o ambiente e principalmente nos indica que o mundo não se limita ao quarto claustrofóbico, mas frestas não são nada além de frestas. 
Há paisagem lá fora! Há muitas janelas de cores, tamanhos e aberturas diferentes. Todas, se abertas, anunciarão a mesma paisagem. Todas, se honestas, nos convidarão para sair do quarto e conhecer a paisagem, a profundidade da paisagem. Viver o mundo que se conecta ao nosso, que nos dá asas, nos dá céu, nos faz livres.

Flavio Siqueira 



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Em cada mente que desperta....


Em cada mente que desperta há a implosão de um sistema. Quem vê sai da bolha e passa a se relacionar com ela a partir de outra perspectiva. Não estou dizendo que esse individuo necessariamente impactará o todo, mas o que é o todo se não a somatória dos indivíduos? 
Acredito que o maior mal dos nossos sistemas – a grande maioria deles – é a inibição do pensamento. Melhor sentir do que pensar, melhor ter pressa do que parar e enxergar, melhor entrar no fluxo frenético da maioria imbecilizada do que questionar sobre o que estamos fazendo com nossa vida. O resultado é a gigantesca desigualdade e nossa incrível passividade zumbificada diante dela.
Proponho a revolução! Não as que usam armas, nem as panfletarias com seus discursos cheios de amargura, proponho que nossa insatisfação seja alavanca de um reposicionamento de vida. Proponho que deixemos de esperar tanto dos outros, dos governos, dos empregadores, do Batman, do Obama ou de Deus e façamos o possível em nossos mundinhos. O possível já é uma grande coisa!



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

É preciso se enxergar.....



Enquanto você não se reconciliar contigo, seja lá quem for, haverá inimigos. Suas guerras para o lado de fora são absolutamente proporcionais às guerras para o lado de dentro. 
A intensidade dos seus combates revelam a intensidade dos seus embates interiores, portanto, não haverá paz, nem equilíbrio, nem harmonia na vida se esse não for seu estado de espírito.
 Enxergar-se, aceitar-se, pacificar-se com quem é refletirá na mesma medida em seu caminho. Pense nisso.



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Amor é traçar o caminho da paz


Matamos o amor quando deixamos de ouvi-lo. Somos assim, desatentos.
Temos pressa, temos sede, temos medo. Medo de assumir o que somos, de cumprir nossos prazos, enfrentar nossos monstros.
Fugimos. Melhor seguir a manada, ordens de comando, apelos que nos desviam do caminho de casa até que a distância se imponha e deixemos de ouvir. Matamos o amor quando deixamos de ouvi-lo.
Surdos, transformamos nosso amor em distâncias. Desconfortáveis pausas. Corpos sem presença, sem coragem, sem a necessária consciência de que para o amor continuar, às vezes é preciso mudar. Aprender a abrir mão.
Para que carinho e respeito não se transformem em sufocamento e desprezo. Para que espontaneidade e alegria não cedam lugar à sobrecarga. Para que um não mate no outro a alegria de viver.
Amor é alegria de viver. É traçar o caminho da paz, ainda que haja tropeços, mesmo quando as luzes se apagam, mas ouvimos atentos ao que nos demanda, conscientes de suas necessárias podas para que ele não vire outra coisa, para que não morra porque deixamos de ouvi-lo. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sobre perdão...


Perdão não é um aval para que o outro me fira, nem sinônimo de bondade, de "dar a outra face". Perdão tem a ver com livrar-se do sentimento corrosivo de que foi injustiçado, de que alguém te fez mal. 

Pode ser que realmente tenha feito, mas considere que tudo o que pensa está relacionado a perspectiva de onde você está hoje e não necessariamente reflete as complexidades da vida e das relações. 
Lembre-se, todo santo é ou já foi diabo para alguém, inclusive você. Perdoar não significa ser amigo, conviver, dar beijinho no rosto, mas seguir adiante em liberdade, sem cultivar em sua consciência a sensação de que tem o "direito" de condenar quem quer que seja. Você não tem. Você quase não enxerga além das próprias causas, como pensa que sabe as intenções do outro? 
E depois que perdoar, como lidar com a pessoa? O que fazer? É você quem decidirá, pode ser que retomem, pode ser que não se falem novamente, creio que isso não seja tão importante. O que vale é que, decida por qual caminho decidir, o fará em liberdade, com a leveza de quem simplesmente largou a âncora do rancor e resolveu seguir adiante. Trata-se de uma escolha. Uma escolha sua.


sábado, 14 de novembro de 2015

PARIS



Não é hora de especulações políticas, de busca por culpados ou discursos de ódio. O ser humano continua inclinado em sua maldade e a sede por vingança só ajudará a encher o bolso dos dois lados dessa guerra, se é que nessa guerra há dois lados. 
Na semana passada eu disse muitas vezes na rádio que não creio na tal nova era do amor. Isso fica mais claro todos os dias para mim. 
Mas continuo crendo que o amor se expressa em indivíduos que se mobilizam em atitudes desinteressadas e pacificadoras. Creio nos pequenos gestos e na resistência cotidiana de quem não se apressa em julgamentos, mas aquieta para enxergar. 
Daqui para frente haverá menos liberdade e o preconceito aumentará, especialmente na Europa. A vida nesse planetinha tende a se tornar mais difícil nos próximos anos. 
Que sejamos luz apesar dos governos, lúcidos apesar do terror, esperançosos apesar dos cenários nebulosos, muito mais complexos do que nossos noticiários costumam mostrar. 
É preciso manter em mente que não podemos perder a humanidade, pois é o que temos de mais valioso. 
Cuidemos uns dos outros e sejamos nos pequenos gestos a expressão de amor cada vez mais escassa no mundo.



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Antecipar a dor é viver dor triplicada.

Ás vezes o peso da vida parece difícil de suportar e as necessidades que aparecem nos assustam. Vivemos como quem tenta prover o dia de amanhã, seja financeiramente, ou em qualquer outra esfera onde possibilidades de “seguro” surgem como a salvação para a chegada de um futuro incerto.
Pensamos no amanhã, contabilizamos as perspectivas, olhamos para os males que abatem os vizinhos, os amigos, os noticiários de televisão e pensamos: e se acontecer comigo?
Nasce a angústia de quem sente o peso antes que ele chegue, vive o dia mau sem ao menos uma nuvem no horizonte, acolhe a expectativa da perda enquanto ela não chega.
Antecipar a dor é viver dor triplicada. É jogar-se na incerteza, perdido, sem a consciência de que enquanto vivemos com equilíbrio dando a cada dia sua devida atenção, olhando para o dia de hoje como o único de fato real, crescemos em experiência e no descanso de que, em seu devido tempo, aquilo que preciso será resgatado em mim, para o meu bem.
O que estou querendo dizer é que vivendo sem antecipar o mal, crescemos em percepção de significados, sem angustia, sem paranoias, e nos preparamos para vivermos com serenidade.
Tudo o que você precisará lá na frente, seja o que for, cresce em você hoje enquanto não pensa nisso, enquanto ocupa-se apenas em enxergar, aprender, caminhar na certeza de que para cada dia, basta seu próprio mal.



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um passo de cada vez


Toda pequena conquista é uma grande conquista, cada pequeno passo um gigantesco passo, cada mínimo flash de percepção um profundo avanço. Não é preciso “chegar lá” com tanta pressa, não coloque angústia em sua busca, não sobrecarregue sua alma como se precisasse saber tudo o que nunca soube em tão pouco tempo, não se compare.

Calma! A pressa atrapalha, a angustia distrai. São portas para que entre em processos de autossabotagem, entregue à pensamentos incessantes, permitindo que sua energia seja sugada pela pressa, pela incapacidade de se manter no hoje, por pensar que é difícil, que não vai conseguir. Você vai, se quiser.

Só precisa perder o medo de posicionar-se no agora, entender que as “ferramentas” para sua evolução são os componentes da vida e sua capacidade de projetar significado nos acontecimentos.
Então um despertar nos invade e questiona “você é só isso?” “o que tem feito com sua vida?”. É o suficiente para o passo a mais do dia, o pequeno avançar de consciência do momento até que um dia, não se sabe quando, um dia acontece e a gente simplesmente acorda.

Até lá sigamos vivendo o dia a dia e vencendo as batalhas cotidianas. Não há prazos. Nem sempre avançaremos, às vezes recuadas acontecem, mas até elas agregam. Se permanecermos atentos entenderemos a razão.

Aprendemos que todos os processos serviram para alguma coisa, ajudaram para que estivéssemos onde deveríamos estar. Não se distraia. Perceba. Ande um pouco mais. Não se importe que seja pouco. Por hoje é suficiente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Criando possibilidades infinitas....


Há em cada um de nós um grau de poder, de força, de regeneração – seja em que nível for – muito maior do que os laboratórios farmacêuticos e os planos de saúde gostariam que soubéssemos.
O ser humano pode criar além da poesia, da música ou tecnologia, afinal, tudo o que criamos é apenas um pálido reflexo de nosso intrínseco poder de criação de mundos, de realidades, de potencialidades que sequer cogitamos, de curar, de alívio, de possibilidades infinitas.
Um olhar desintoxicado, imparcial, carregado da energia do amor pode bem mais do que imaginamos, alias, ninguém sabe de fato até onde nossas potencialidades vão. Nossas escolhas e prioridades nos transformaram em um mínimo fragmento do que poderíamos ser, do que realmente somos em algum lugar dentro de nós.



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Você acredita em Deus?

Você acredita em Deus? Em qual Deus? Em um país monoteísta, a maioria argumentaria “Sim, acredito no único Deus”. Mas qual?
Há muitos. Em cada paróquia, em cada igreja, em cada leitura da bíblia, em cada grupo, em cada humano, em cada interpretação que constrói um Deus conforme a própria imagem e semelhança, moralista, fixado em padrões culturais.
Entre os politeístas não será diferente a não ser pelos muitos nomes, cada Deus refletindo um olhar, um tempo, uma expectativa, vários deuses exatamente como no monoteísmo, sendo que no segundo caso os vários são chamados por um nome só.
Talvez você creia em um Deus conceitual. Uma energia abstrata, algo que não temos acesso e por isso mesmo prefere não perder muito tempo pensando nisso, afinal, já há muita gente discutindo sobre o assunto.
Tem quem acredite em Deus pessoal, Deus impessoal, Deus justiceiro, Deus amor, Deus castigo, Deus benevolente, que gosta de elogios, que se zanga com gente que erra, que pune, que recompensa, que castiga, que salva… Perdidos em nossos devaneios nem percebemos que Deus se projeta na vida.
O fato é que não faz a menor diferença se você se considera teísta (que crê em Deus) ou ateu (que não crê). Não muda nada o nome pelo qual você o chama, seus conhecimentos teológicos, se é criacionista ou evolucionista, se é religioso ou não é. O que é “ter Deus no coração” se não tiver no coração o outro, quem precisa, quem você pode ver, tocar, ajudar em amor?
Perdemos muito tempo com nossas tolas e ingenuas discussões, erguemos templos, formamos grupos, elegemos mestres, sacerdotes, hierarquias de poder, representantes do que se faz representar em cada movimento de vida, em cada humano, cada animal, cada elemento da natureza.
Então você é panteísta ! – diriam. Tolos que precisam de rótulos! O que eu quero dizer é que, enquanto brigamos por nada, perdemos a maravilhosa oportunidade de entendermos que, ainda que todos estejam certos, ou errados, ou parcialmente corretos, não importa, Deus se faz presente sempre que há um encontro, sempre que há um movimento de consciência, sempre que alguém se enxerga e vê o próximo.
“D-E-U-S” são apenas quatro letrinhas, um nome que a gente dá. O inexplicável, o mistério, o incognoscível, se dá no milagre dos encontros, na percepção da vida, na disponibilidade em ser amor e responder as demandas da vida, cada uma delas, em simplicidade e verdade. Quem viu que é assim não precisa mais de argumentos religiosos, desistiu da necessidade de provar, sistematizar o que não cabe em nossas caixinhas com cruzes na porta.
Esse viu e se pacificou. Vê Deus sempre que olha dentro, sempre que vê vida, sempre que se aquieta. Não precisa de nomes, nem de debates, nem de religiões.
Entendeu que, se não vejo Deus no cotidiano, em cada expressão de vida, todo o resto será apenas arquitetura oca, causas para discussões, expressão da arrogância humana que parece não ter fim.





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Seu tamanho é o tamanho de suas verdades...

Você que pensa que é gordo. Que se gaba pelo corpo bem trabalhado ou se inquieta por achar que é baixinho. Você que acredita na imagem do espelho e pensa que é o que os olhos captam e a mente projeta. Que vê os corpos nas ruas, os passos apressados, desatentos, desconexos e acha que viu tudo.
Você não é o que vê. Seu tamanho é o tamanho de suas verdades, de seus olhares, do mundo que lhe habita.
Diminuímos em nossos preconceitos. Ficamos feios sempre que nos desconectamos do próximo, sempre que tentamos arrancar o outro de nós, como se houvesse outro, como se houvesse nós.

Não há cor de olhos que mascare a avareza de um olhar. Não há tom de pele que confunda a aspereza de uma alma amargurada. Músculos bem trabalhados não compensam a fraqueza de quem jamais se perdoou.
Você não é o que vê.
A imagem não se encerra nos contornos e detalhes, não se limita ao peso ou as rugas, aos passos e as peles, mas expressa um mundo inteiro, o mundo que é você.
Seu tamanho corresponde à abertura de mente, à todos que enxerga, à tudo o que aprende, à consciência que se expande e abraça os seres vivos, à vontade de ser, de viver, de crescer.
Que os oceanos habitem sua alma, seus pensamentos se conectem com o movimento das brisas, que o sol, antes de aquecer a terra, encontre espaço em algum lugar dentro de você; que seu rosto, seu sorriso, seu olhar correspondam a sua abrangência de ser, sua disponibilidade para com quem de fato precisa.
Que finalmente você se enxergue e, surpreso, entenda que não é gordo, nem baixo, nem negro, nem branco, nem velho, nem jovem: você é o mundo que lhe habita; é a vida que move esse corpo 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sua "eterna morada"....

Você não vai para o céu. Desculpe dizer assim tão sem rodeios, mas é bom que saiba logo. Não espere o paraíso com anjinhos, ou virgens, ou casas de ouro, não é para lá que você vai.

A boa notícia é que você também não vai para o inferno. Para quem temia a possibilidade de arder eternamente no caldeirão de fogo, o cheiro de enxofre, as doloridas cutucadas de tridente, relaxe, não é para lá que você vai.

De tempos em tempos, dependendo da cultura, da época, das referências daquele povo, a expectativa do que acontecerá depois da morte tende a se projetar conforme os valores vigentes.

Talvez seja por isso que atualmente tanta gente projeta no "além" uma vida cheia de tecnologias, computadores, trens modernos, como por exemplo no filme "nosso lar". É diferente do "céu" dos muçulmanos onde as virgens, várias para cada guerreiro (é um céu para homens), serão recebidos com ardor e alegria.

Nosso pensamento é condicionado ao tempo e espaço. Precisamos do tempo, da linearidade das percepções, do hoje e do amanhã, do hoje estou, amanhã irei. Assim como precisamos do espaço: para onde vamos, lugar de amor, sair daqui, ir para lá, mas, e se essas referências não valerem para a consciência? A "coisa" que somos e anima esse corpo que morre um pouco todos os dias.

Onde há felicidade, há o Sagrado.

Onde há felicidade, há o Sagrado. Sempre que você vir uma pessoa plena de felicidade, respeite-a, ela é sagrada. E sempre que encontr...

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