Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Você acredita em Deus?

Você acredita em Deus? Em qual Deus? Em um país monoteísta, a maioria argumentaria “Sim, acredito no único Deus”. Mas qual?
Há muitos. Em cada paróquia, em cada igreja, em cada leitura da bíblia, em cada grupo, em cada humano, em cada interpretação que constrói um Deus conforme a própria imagem e semelhança, moralista, fixado em padrões culturais.
Entre os politeístas não será diferente a não ser pelos muitos nomes, cada Deus refletindo um olhar, um tempo, uma expectativa, vários deuses exatamente como no monoteísmo, sendo que no segundo caso os vários são chamados por um nome só.
Talvez você creia em um Deus conceitual. Uma energia abstrata, algo que não temos acesso e por isso mesmo prefere não perder muito tempo pensando nisso, afinal, já há muita gente discutindo sobre o assunto.
Tem quem acredite em Deus pessoal, Deus impessoal, Deus justiceiro, Deus amor, Deus castigo, Deus benevolente, que gosta de elogios, que se zanga com gente que erra, que pune, que recompensa, que castiga, que salva… Perdidos em nossos devaneios nem percebemos que Deus se projeta na vida.
O fato é que não faz a menor diferença se você se considera teísta (que crê em Deus) ou ateu (que não crê). Não muda nada o nome pelo qual você o chama, seus conhecimentos teológicos, se é criacionista ou evolucionista, se é religioso ou não é. O que é “ter Deus no coração” se não tiver no coração o outro, quem precisa, quem você pode ver, tocar, ajudar em amor?
Perdemos muito tempo com nossas tolas e ingenuas discussões, erguemos templos, formamos grupos, elegemos mestres, sacerdotes, hierarquias de poder, representantes do que se faz representar em cada movimento de vida, em cada humano, cada animal, cada elemento da natureza.
Então você é panteísta ! – diriam. Tolos que precisam de rótulos! O que eu quero dizer é que, enquanto brigamos por nada, perdemos a maravilhosa oportunidade de entendermos que, ainda que todos estejam certos, ou errados, ou parcialmente corretos, não importa, Deus se faz presente sempre que há um encontro, sempre que há um movimento de consciência, sempre que alguém se enxerga e vê o próximo.
“D-E-U-S” são apenas quatro letrinhas, um nome que a gente dá. O inexplicável, o mistério, o incognoscível, se dá no milagre dos encontros, na percepção da vida, na disponibilidade em ser amor e responder as demandas da vida, cada uma delas, em simplicidade e verdade. Quem viu que é assim não precisa mais de argumentos religiosos, desistiu da necessidade de provar, sistematizar o que não cabe em nossas caixinhas com cruzes na porta.
Esse viu e se pacificou. Vê Deus sempre que olha dentro, sempre que vê vida, sempre que se aquieta. Não precisa de nomes, nem de debates, nem de religiões.
Entendeu que, se não vejo Deus no cotidiano, em cada expressão de vida, todo o resto será apenas arquitetura oca, causas para discussões, expressão da arrogância humana que parece não ter fim.





sábado, 6 de junho de 2015

Mundo que é em mim

Por: Flavio Siqueira 
Não queremos conhecer, queremos crer. Crer é mais fácil. Não há questionamentos, nem dúvidas, nem contradições. É porque é e pronto. Saber – ainda que seja tão pouco – nos revela. Por isso é tão difícil. Mas não posso saber sobre você, sobre o outro, sobre Deus, se antes não souber sobre mim.

Caso contrário tudo o que pensar que sei será projeção amedrontada, será fuga, será mecanismo de defesa. Antes (ame ao próximo como a ti mesmo) preciso me enxergar e pelo menos tentar saber quem sou. O problema é que vivo em constante “estar sendo”, não me sinto pronto, as experiências estão me ajudando a ser, caminho e vou sendo modelado pelo que escolho, sempre. Por isso tudo o que vejo é parcial. Estou aprendendo a ser enquanto vejo um pouco sobre as complexidades que me habitam. Agora não dá mais para simplesmente ser como todos, acreditar como todos, dizer o que todos dizem. Não quero mais um grupo, uma crença ou qualquer coisa que me respalde. Preciso entender o que sou. Olho para dentro e vejo o holocausto. Sou um dos judeus massacrados pelo nazismo. Sou o soldado alemão. Aquele menino com fome na esquina.

Ele me enxerga e não sabe que estou nele, que está em mim, apenas olhando em perspectivas diferentes. Sou o cara armado na esquina, a mulher que chora pelo marido violento, as dores, os encontros, a vida e a morte. Vejo tudo habitando dentro. Deus inclusive. Em mim, em tudo. Deus nas montanhas e Deus no holocausto. Deus no oceano e Deus nas favelas ocupadas pelo tráfico. Deus na criança amorosa, Deus em Bin Laden. Selvagem. Fora do controle de minhas caixinhas que tentam explicações, que querem crer, que fazem de tudo para limitar em previsibilidades o que jamais será previsível. Não posso entender Deus olhando para história. Olhando de perto verei complexidades.

Contradições que me inquietarão para sempre. Sob a luz da consciência as crenças muitas vezes se dissolvem e dói. Precisamos das caixas para nos protegermos da luz que nos revela, machuca os olhos, expões nossas ambivalências. Mas quem permite vasculhar-se aquietará. Saberá que o mundo de fora reflete o de dentro, sempre. Que a humanidade e suas loucuras projetam o que somos. Sou bom e sou mau, sou luz e sou trevas, sou amor e sou loucura, sou selvagem enquanto caminho. Estou sendo. E Deus é em mim.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nossas buscas.....

Por: Flavio Siqueira
Você chama de Deus. Mas não é Deus que procura.
Acha que é felicidade. Mas o que é felicidade além dos comerciais de margarina ou de carros potentes?
Você quer um trabalho melhor, se esforça e justifica: “Infelizmente em nossa sociedade é assim, o dinheiro fala mais alto.” Está apenas se enganando, como se fosse obrigado a aderir valores que não são seus, ritmos que desgastam, objetivos tantas vezes utópicos.

Você pensa que procura um grande amor? Engano. Quantas vezes “grandes amores” viram outras coisas, perdem o brilho na mesma proporção que deixam de ser novidade.
Uma país mais justo onde as coisas funcionem, onde houvesse menos desigualdade seria suficiente? Claro que a vida melhoraria, claro que estaríamos mais felizes, menos indignados, mas a pergunta é: seria suficiente?
Por que nunca é? Por que não saciamos? Por que a busca não cessa?
Trocamos de carro e arrumamos outra mulher, outro marido, outra vida. Mudamos de religião, deixamos tudo de lado e nos transformamos em seres “zen”. Mudamos nossa linguagem, nossos padrões, nosso trabalho e as mudanças nos agradam por um tempo.
Ajudam a estampar um sorriso novo, um olhar esperançoso que adiante será substituído pelo cansaço não confessado, pelas dores latentes que recusamos a admitir.
Empurramos para baixo do tapete e continuamos com nossas dores, silenciosos, em nossa eterna busca até que cesse.
Estava em nós. Tudo dentro. Nossa busca por Deus, por felicidade, por trabalho, por dinheiro, por justiça, por amores… Nossas buscas, todas por nós mesmos, perdidos, fragmentados em uma vida fragmentada.
Damos nomes às coisas de fora, mas dentro da gente elas vivem sem nome, todas eu, todas em mim, silenciosamente angustiadas até serem encontradas. Até que eu me cale e ouça. Até que eu veja e enxergue. Até reencontrar o caminho de casa, a minha casa, a casa que sou. -

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Deus está aqui, no dentro....

Por : Flavia Melissa
Achar que temos algum controle sobre as coisas - eis nossa maior ilusão. Tudo acontece de acordo com a mais perfeita ordem divina mas nós, seres humanos, desconectados do divino desde que resolvemos pensar por nossa própria cabeça ao provar a maçã no Jardim do Éden, há tanto tempo, não compreendemos esta ordem divina. 
Achamos que as coisas têm que ser como nós achamos que elas têm que ser, levando em consideração nada além do que aquilo que nos afasta de riscos e de possibilidades de sofrimento. Não entendemos nada, nós crianças. Penso que Deus deve olhar "de lá de cima" (onde todos nós achamos que Deus mora, convenhamos) para nós "aqui embaixo" e pensar, 'pobrezinhos, tão perdidos, andando em círculos sem entender nada'.
 Todos nós, anjos caídos, tentando ser donos de nossa própria luz. Nós não entendemos nada e vivemos uma vida pautada em superficialidades, prazeres fugidios e agrados ao Ego - fugindo do que tememos, o tempo todo. E quanto sofrimento vamos causando pelo caminho - aos outros e a nós mesmos! 
Procurando Deus fora, no alto, fazendo mal uns aos outros sem perceber que Deus está aqui, no dentro, no meu e no seu e no dentro de cada ser vivo e dos não vivos também. Nós não entendemos nada, e o caminho continua sendo o mesmo: é só o amor, é só o amor. A Deus sobre todas as coisas, confiança irrestrita na perfeita ordem divina. E ao próximo como a ti mesmo: Namastê. O Deus que habita em mim reverencia o Deus que habita em você.
Você vê?

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Você acredita em Deus? Em qual Deus?

Por:  Flavio Siqueira
Você acredita em Deus? Em qual Deus? Em um país monoteísta, a maioria argumentaria "Sim, acredito no único Deus". Mas qual?
Há muitos. Em cada paróquia, em cada igreja, em cada leitura da bíblia, em cada grupo, em cada humano, em cada interpretação que constrói um Deus conforme a própria imagem e semelhança, moralista, fixado em padrões culturais.
Entre os politeístas não será diferente a não ser pelos muitos nomes, cada Deus refletindo um olhar, um tempo, uma expectativa, vários deuses exatamente como no monoteísmo, sendo que no segundo caso os vários são chamados por um nome só.
Talvez você creia em um Deus conceitual. Uma energia abstrata, algo que não temos acesso e por isso mesmo prefere não perder muito tempo pensando nisso, afinal, já há muita gente discutindo sobre o assunto.
Tem quem acredite em Deus pessoal, Deus impessoal, Deus justiceiro, Deus amor, Deus castigo, Deus benevolente, que gosta de elogios, que se zanga com gente que erra, que pune, que recompensa, que castiga, que salva... Perdidos em nossos devaneios nem percebemos que Deus se projeta na vida.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ciência e espiritualidade: a partícula de Deus

A Partícula de Deus é uma partícula subatômica, fundamental, sendo uma das chaves para entendermos a constituição do Universo e como ele se forma. Ela é apelidada de Bóson de Higgs, nome do professor Peter Higgs, físico teórico britânico e professor da Universidade de Edimburgo na Escócia. 
Higgs foi o principal líder da pesquisa que a propôs em 1964. E ela foi finalmente obtida através do experimento que levou quase cinquenta anos para ser feito e mais de 10 bilhões de dólares, no Grande Acelerador e Colisor de Partículas, no CERN – Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, na Fronteira entre a França e Suíça.
Originalmente essa partícula foi chamada de partícula de Higgs ou Bóson de Higgs, por tratar-se de uma variante dos bósons, já conhecidos, ela foi assim chamada pelo internacionalmente famoso, físico brasileiro, Marcelo Gleiser na publicação de um de seus livros em inglês, com o título “The Goddamm Particle”...a “Bendita ou maldita...ou danada...segundo o ponto de vista do tradutor”. 
A partir de então, buscando maior elegância combinada com a brincadeira do título do livro, ela acabou virando a “Partícula de Deus”, pois de fato, ela está ligada a Gênese do Universo e fortemente ao Big Bang.

Onde há felicidade, há o Sagrado.

Onde há felicidade, há o Sagrado. Sempre que você vir uma pessoa plena de felicidade, respeite-a, ela é sagrada. E sempre que encontr...

Veja mais

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...